Declação
do Caucus da Juventude Desenvolvido no
Forum das Américas pela Diversidade e Pluralidade. Quito,
Equador, março 12-16, 2001 e a Conferênciaregional das
Américas para a Conferência Mundial contra o Racismo, a
Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Conexas de
Intolerância. Santiago, Chile. dezembro 3-7, 2000
Preámbulo
1.-
Consideramos que as/os jóvens, particularmente dos Povos
Indígenas Afrodescendentes, nacionalidades e etnias oprimidas
dentro de um Estado tem sido discriminados, excluidos, marginalizados
dos espaços da toma de decisão, e participação
ativa e plena, politica econômica, social e culturalmente.
2.-
Observamos uma limitada participação e representação
de crianças e adolescentes, particularmente dos Povos
Indígenas, Afrodescendentes e de Nacionalidades e Etnias
oprimidas em Forums e Eventos Internacionais, como aquele que
convoca-nos, o que não permite conhecer suas posições,
frente a essas temáticas que também estão
envolvidos. Por isso instamos aos organizadores dos próximos
eventos abrir espaços para a participação das
crianças e adolescentes.
3.-
Identificando que a representação juvenil
tradicionalmente tem sido marginalizada pelas delegações
guvernamentais a conferências regionais e internacionais por
escolher jóvens que não representam os pontos de vista,
aspirações ou as lutas juvenís nos seus
Estados-Nação.
4.-
Sabendo que muitos jovéns ao redor das Américas não
têm acesso à informação sobre o trabalho e
a existencia do Forum Mundial da Juventude das Nações
Unidas, como foi testemunhado pelo Caucus da Juventude da Conferância
Regional das Américas Contra o Racismo, a Discriminação
Racial, a Xenofobia e Formas Conexas de Intolerância,
igualmente que o Caucus de Jóvens do Forum das Américas
pela Diversidade e Pluralidade
5.-
Levando em conta que os jóvens dos países do Sul
Global. Particularmente os jóvens dos Povos Indígenas,
Afrodescendentes, e Rom migrantes e imigrantes e jóvens que
pertençem a nacionalidades y etnias oprimidas dentro de um
Estado, homosexuais, lêsbicas, bisexuais, transexuais,
transgêneros, pessoas com VIH/AIDS e pessoas descapacitadas as
quais não tem uma voz efetiva no processo do Forum, para que
tenham participação na seleção dos
delegados do Forum Mundial da Juventude.
6.-
Afirmando fortemente que o Caucus da Juventude mostra sua extrema
disconformidade con as datas programadas para o Forum Mundial da
Juventude que será dificil mas não proibitivo, aos
jóvens de assitir aos dois eventos, assim como o Forum e
também à ConferênciaMundial contra o Racismo, a
Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Conexas de
Intolerância.
7.-
Considerando que não existe um forum específico para os
jóvens ao redor do mundo para juntarse a discutir e formular
soluções sobre o racismo, intolerância, xenofobia
e discriminação.
Sobre
a base de todas as situações anteriores declaramos:
*Referindose
aos povos descendentes de migrantes e imigrantes árabes,
asiáticos, latinoamericanos e otros povos discriminados.
Declaração
1.-
Exigimos levar em diante uma Consulta Mundial da Juventude, a ser
realizada em Durban-África do Sul, um día antes da
Conferência Mundial de Organizações Não
Guvernamentais, e que esta consulta esteja apoiada e financiada pelo
Alto Comissionado dos Direitos Humanos e que seja parte do prosseso
oficial da Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação
Racial, a Xenofobia, e Formas Conexas de Intolerância. Levando
em conta que a designação, processo e resultado deve
envolver a participação dos jóvens.
2.-
Igualmente exigimos, que os governos dos países do Norte
Global e Estados membros das Nações Unidas, forneçan
o apoio financeiro a delegações de jóvens com
escasos recursos económicos dos países do Sul para que
assistam ao processo completo da Consulta sobre Jóvens e a
Conferência Mundial Contra o Racismo, a Discriminação
Racial, a Xenofobia, e Formas Conexas de Intolerância.
3.-
Recomendamos estabelecer um método equitativo de seleção
das/dos representantes jóvens, particularnmente dos/das jóvens
de Povos Indígenas, Afrodescendentes e Rom, migrantes,
imigrantes, nacionalidades e etnias oprimidas dentro de um Estado,
mulheres, pessoas com descapacidades, lêsbicas, bisexuais,
transexuais, transgêneros, pessoas com VIH/AIDS para participar
nas delegações de jóvens da ConferênciaMundial
Contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia,
e Formas Conexas de Intolerância a través de criterios
estabelecidos pelo Caucus da Juventudes das Américas.
4.-
Demandamos o apoio institucional, financeiro e de qualquer outro
recurso por parte das Nações Unidas para o
desenvolvimento e manutenção de uma Rede de Jóvens
que inicie no processo de preparação do Forum Mundial
da Juventude e a Conferência Mundial Contra o Racismo, a
Discriminação Racial, a Xenofobia, e Formas Conexas de
Intolerância.
5.-
Exigimos à Alta Comissionada dos Direitos Humanos das Nações
Unidas e ao Secretariado da ConferênciaMundial, que o Forum
Mundial das ONG tenha, como um ponto especifico de discussão,
os assuntos relacionados com os/as jóvens e que seja integrado
nos temas da Conferência.
5a.-
Exigimos aos Estados e organismos internacionais que reconheçam
o direito dos Povos à reparação histórica
e a adoção de ações imediatas que devem
comprender o desenho e implementação de políticas
públicas dirigidas a crianças, adolescentes e jóvens
pertencentes aos povos históricamente discriminados.
5b.
Exigimos aos Estados que reconheçam a escravidao como crime
de lesa humanidade.
5c.
Exigimos aos Estados e organismos internacionais que reconheçam
como elemento agravante de discriminação a orientação
sexual diferente à socialmente estabelecida (heterosexual)
6.-
Exigimos aos Estados das Américas que valorem a importancia e
difundirem a informação sobre o trabalho do Forum
Mundial da Juventude.
7.-
Exigimos aos estados membros das Nações Unidas entregar
o aporte financeiro a Jóvens comprometidos com o trabalho
relacionado com a juventude nos seus Estados de residência para
que participem no planejamento e implementação do Forum
Mundial da Juventude.
8.-
Demandarmos aos estados membros das Nações Unidas que
garantem a inclusão de Jóvens de Povos
Afrodescendentes, Indígenas, Rom migrantes, imigrantes, de
nacionalidades e etnias oprimidas dentro de um Estado, mulheres e
pessoas com descapacidades, e outros grupos marginados, lêsbicas,
bisexuais, transexuais, transgêneros, pessoas com VIH/AIDS no
processo do Forum Mundial da Juventude. Temos oposição
à políticas migratorias dos Estados Membros das Nações
Unidas que proibem a jóvens migrantes e deslocados a viajar
fora dos seus países de residência.
9.-
Demandamos que o Caucus da Juventude da Conferência Regional
das Américas igualmente que o Caucus de Jóvens do Forum
das Américas pela diversidade e pluralidade participem no
processo da toma de decisão do Forum Mundial da Juventude.
10.-
Exigimos que os Estados membros das Nações Unidas
tenham em consideração os pontos antes mencionados e
realizem as seguintes ações.
1.-
Medidas legais
a)
Justiça penal
A
eliminação de léis e práticas que colocam
ao jóvem e à jóvem como "sujeito criminal"
qualificação baseada frequêntemente em
estereotipos raciais, classe social e/ou por orientação
sexual.
Eliminar
as normas sustantivas e processáis dos sistemas jurídicos
que possam prever condenas máximas para crianças,
adolescentes e jóvens.
Promover
a implementação de programas alternativos que segurem a
adequada reinserção social dos/das jóvens
infratores (as) como a provisão de recursos financeiros para o
funcionamento de centros comunitarios e culturais.
b)
Direitos
Exigimos
realizar uma Declaração Universal dos Direitos dos
Jóvens que seja aceita e ratificada unánimemente por
todos os Estados membros e igualmente implementada por êles.
c)
Legislação
Recomendamos
aos Estados Membros das Nações Unidas para que integrem
nos seus sistemas jurídicos no marco legal dos Direitos
Humanos, específicamente os mecanismos de proteção
e instrumentos internacionais para segurar a existencia e aplicação
das léis que protejam a os/as jóvens.
2-
Educação
a).-
Os jóvens não tem acesso a uma educação
de qualidade.
A
maioría dos/das jóvens pertencentes aos povos
indígenas, afrodescentes, Rom nacionalidades e etnias
oprimidas dentro de um Estado, migrantes e imigrantes e mulheres
jóvens não tem acesso a uma educação de
graça de qualidade nos diferentes níveis de ensino.
Fornecer
os mecanismos a través dos quais os/as jóvens possam
ter acesso a uma educação de graça de qualidade.
Fornecer
apoio profissional e institucional para jóvens migrantes e de
nacionalidades e étnias orimidas para superar o trauma que
restringe seu processo de aprendizagem.
b)
As/os jóvens não tem acesso à tecnología.
Fornecer
o acesso em igualdade de condições das/dos jóvens
à tecnología a través dos setores públicos,
especialmente o acesso ao internet e entregar capacitação
sobre seu uso.
c)
A pouca educação das/dos jóvens sobre suas
verdadeiras histórias e as dos seus povos.
Em
relação à falta de educação
dos/das jóvens sobre a verdadeira história do mundo,
consultar com a UNESCO para a completa revisão e edição
dos textos educativos que inclúam as histórias dos
povos tradicionalmente oprimidos no mundo.
d)
As/os jóvens não tem acesso à educação
nas suas próprias linguas.
Exigimos
aos Estados membros das Nações Unidas que entreguem
mecanismos concretos para segurar o acesso a uma educação
pública de qualidade e de graça na lingua materna
dos/das jóvens.
3) Arte
e cultura
Demandamos
aos Estados que difundam e promovam a criação e
implementação de programas a nível local,
comunitario e nacional, assim como tem que fornecer os recursos
necessários para sua prática.
Demandamos
aos Estados o reconhecimento de todas as manifestações
étnoculturais especialmente artísticas dos/das jóvenes
pertencentes a povos discriminados e nacionalidades oprimidas dentro
dos Estados. Mesmo assim , demandamos o desenho e implementação
de programas destinados a promover tais manifestaçoes.
4) Xenofobia
e Discriminação
As/os
jóvens dos Povos Afrodescendentes, Povos Indígenas,
migrantes, imigrantes, de nações oprimidas pelos
Estados, mulheres, e pessoas com descapacidades, lêsbicas,
homosexuais, bisexuais, transexuais e pessoas com VIH/AIDS, são
discriminados por ser considerados como diferentes.
Promover
o diálogo e sessões de sensibilização
para os governos e a sociedade civil para fortalecer o entendimento
entre os jóvens afrodescendentes, indígenas, mestiços,
nações oprimidas pelos Estados, que sofrem
discriminação desde outras áreas.
Os
jóvens não tem acesso a empregos de qualidade.
5) Globalização
a)
Frente a falta de Direitos de Propiedade Intelectual e a negação
da Medicina Tradicional que se faz aos jóvens.
Exigimos
que às corporações multinacionais não
permitir-lhes patentar os recursos dos povos afrodescendentes e
indígenas ou possam negar-se o acesso aos povos indígenas
e afrodescentes das suas formas tradicionais de vida.
b)
Os jóvens que trabalham em corporações
multinacionais para apoiar econômicamente à
sobrevivencia familiar.
Exigimos
que as corporações que empregam aos jóvens
forneçam de condições de trabalho humanas e
seguras, salários justos que permitam-lhes dispôr de
produtos significativos para suas familias.
Exigimos
que todas as corporações transnacionais tenham proibida
a entrada às terras e territorios dos povos afrodescendentes e
indígenas.
Demandamos
que os Estados adotem medidas mais efetivas para parar o tráffego
sexual e as práticas laborais de exploração
das/dos jóvens, com énfase em conduzir uma pesquisa
sobre o papel da globalização no crecimento da economía
baseado no tráfego sexual e as práticas laborais de
exploração das/dos jóvens.
O
turismo sexual e a exploração dos valores culturais aos
povos indígenas e afrodescendentes, migrantes e imigrantes e
mulheres são mecanismos negativos das políticas
econômicas multinacionais e representam formas interseccionais
de discriminação de gênero, raça, classe,
idade por pertença étnica.
Exigimos
que os setor privado entregue condições humanas e
seguras para todos os trabalhadores, com especial atenção
para os jóvens trabalhadores e sejam permitidos ser empregados
e receber capacitação.
6) Saúde
Os
jóvens não tem acesso a serviços de saúde
adequados, especialmente em relação a medidas de
prevenção, educação e tratamento do
VIH/AIDS e doenças infeto-contagiosas.
Fornecer
serviços de graça e universais de saúde para
todos os/as jóvens, sem importar os problemas que apresentam.
Proteger,
promover e respeitar os Direitos Sexuais e Reprodutivos dos/das
jóvens.
Recomendar
aos Estados reformas nos seus sistemas de saúde em todos os
níveis, de jeito que possa se brindar atenção
específica nas áreas de saúde mental, igualmente
que continúe mantendo-se a atenção primária
focalizada na medicina preventiva com ênfase na atenção
aos jóvens.
7) Violencia
Militar
A
violencia militar e policial afeta profundamente aos jóvens,
crianças, particularmente aos povos afrodescendentes, povos
indígenas, e outros grupos discriminados, a través das
ações tomadas pelo exêrcito, a polícia,
grupos paramilitares e guerrilhas. Exigimos aos Estados Membros das
Nações Unidas assumir um compromisso real para deter a
violencia.
Exigimos
às Nações Unidas para interceder de uma forma
direta para que os Estados que investem recursos que fomemtam a
violencia, parem essas práticas por exemplo nos casos do Plano
Colombia, a situação em Chiapas, Vieques e outros.
A
brutalidade policial, as práticas racistas,
institucionalizadas e as práticas intolerantes frente ao
diverso em comunidades urbanas e rurais, continúa reduzindo
aos pobres, grupos tradicionalmente marginados e jóvens
imigrantes em todos os países do mundo.
Exigimos
às Nações Unidades que apoie aos Estados Membros
para que implementem medidas de correção a nível
nacional e local, por exemplo julgando a policiais e grupos
paralimitares que tem sido encontrados culpáveis de práticas
racistas, homofóbicas, lesbofóbicas e violentas.
Os
Estados devem reconhecer a crianças, adolescentes e jóvens
a objeção de conciencia como direito à
participação volutanria em qualquer categoría no
campo militar, sem arriscar a perda dos direitos cidadãos e
sem coerção social, penal ou militar.
8) Jóvens
Indigentes
Acreditamos
que a existencia de jóvens indigentes é pouco
reconhecida pelos Estados e as agencias que forneçem serviços
para êles. Também, os Estados que tem infraestruturas
para atender a jóvens indigentes aplica medidas ineficientes,
embora que outros não tem recursos para esses fins.
Demandamos
aos Estados membros da ONU, criar e/ou implementar políticas
públicas específicas e efetivas para eliminar as causas
e consequências da indigencia juvenil no marco dos Direitos
Humanos.
9) Racismo
Ambiental e Discriminação Ambiental
O
racismo ambiental refere-se às ações ou falta de
éstas por parte de qualquer governo, exêrcito, industria
ou outra instituição que gere um impacto ambiental
negativo e que estrague proporcionalmente, já seja de maneira
intencional ou não, a populações indígenas,
afrodescendentes, latinos, asiáticos, migrantes, deslocados ou
outras populações nos meios ambientes que habitam.
Como consequência de tal discriminação, os
residentes destes povos e populações vêm afetados
sua qualidade de vida. O incremento do racismo ambiental e seu
impacto destrutivo tem movilizado às comunidades para a
criação do Movimento de Justiça Ambiental.
Invocamos
aos governos a desenhar e implementar léis e políticas
públicas para a proteção dos povos indígenas,
afrodescendentes, Rom e diversas nacionalidades oprimidas nos
territorios ou meio ambientes onde moram, baseados no respeito e a
justiça mutua.
Documentos
adjuntos: Declaração da Juventude Indígena e
Declaração da Juventude Afroamericana.